07 de fevereiro de 2008, às 23:39
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal que me consome me sustenta,
O bem que me entretém me dá cuidado.
Ando sem me mover, falo calada,
o que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta;
Alegro-me de ver-me atormentada,
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No risco me anima a confiança,
Do que menos se espera estou mais certa.
Mas, se de confiada desconfio,
É porque, entre os receios da mudança,
Ando perdida em mim como em deserto .
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